Planejamento
O Planejamento é fundamental para a ação intencianal, do ensino de Educação Física. Modelo elaborado para a Disciplina de Didática da Educação Física:
PLANO DE ENSINO
IDENTIFICAÇÃO
Disciplina: Educação Física
Série/Ano: Pré-Escola- Educação Infantil
Idade: 4 a 5 anos
1º Semestre
Ano Letivo: 2011
OBJETIVOS GERAIS
Potencializar as capacidades de ordem física, cognitiva e afetiva. As capacidades físicas associadas à possibilidade de apropriação e conhecimento das possibilidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo na expressão das emoções, ao deslocamento com segurança. Capacidades de ordem cognitiva associadas ao desenvolvimento dos recursos para pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo resolução de situações problemas. As capacidades de ordem afetiva associadas à construção da auto-estima, às atitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outro; a ética que possibilita a construção de valores que norteiem a ação das crianças; na relação interpessoal à possibilidade de estabelecimento de condições para o convívio social, aprendendo a conviver com as diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura, do demais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Conduzir e orientar o educando para que atinja os seguintes objetivos:
· Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
· Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar;
· Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
· Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
· Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
· Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
· Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
· Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.
· Ampliação do conhecimento acerca de seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites e as potencialidades e limites do outro.
· Desenvolvimento da coordenação motora ampla e fina.
· Expressão corporal através de gestos, posturas, ritmos para expressar e comunicar sensações.
· Ampliação gradativa do conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento, participando de brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, etc.
· Utilização de recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras.
· Aperfeiçoamento das habilidades manuais através de manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos (enfia cadarços, separa objetos pequenos com movimentos de pinça com os dedos, espalha tinta com dedos e/ ou pincéis, picota e recorta papéis, etc.
· Desenvolvimento nas medidas corporais (altura, envergadura e peso);
· Percepção e organização do todo.
· Noções espaciais e temporais.
· Desenvolvimento da autonomia.
· Desenvolvimento da concentração.
· Equilíbrio corporal.
· Lateralidade, habilidades.
· Confiança em seus movimentos.
· Expressividade de sentimentos pessoais e idéias.
· Observação e exploração do meio em que vivem .
· Percepção das sensações, sinais vitais e integridade do próprio corpo.
· Adaptação ao meio escolar, socialização.
ESTRATÉGIAS
Possibilitar um ambiente em que as crianças se envolvam nas situações de aprendizagem, que de fato participem das aulas.
- Organização da aula por blocos de conteúdos
- Verificação do conhecimento prévio das crianças
- Relação com os projetos da escola
- Registro e verificação conjunta das vivências
- Acordo, trato ou combinados em relação às atitudes nas aulas
Participação em situações de brincadeiras que envolvam a expressão corporal; utilização expressiva e intencional do movimento nas situações cotidianas, em jogos e em suas brincadeiras; percepção e compreensão das estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por meio de danças, brincadeiras e de outros movimentos; identificação e percepção dos sentidos de expressão que as sensações transmitem por meio dos limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo; valorização e ampliações das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização de diferentes modalidades da dança e expressão; percepção das sensações, limites, potencialidades, sentidos, sinais vitais e integridade do próprio corpo; utilização de recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos dos quais participam; participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, para ampliar gradualmente o conhecimento e o controle sobre o corpo; valorização de suas conquistas corporais; manipulação de materiais, para o aperfeiçoamento de suas habilidades manuais; identificação progressiva de algumas singularidades do próprio corpo.
CONTEÚDOS
Os conteúdos foram selecionados para abranger as dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais. Os conteúdos conceituais possibilitando à construção ativa das capacidades para operar com símbolos, idéias, imagens e representações que permitem atribuir sentido à realidade. Partindo de conceitos mais simples até os mais complexos, a aprendizagem se dá por meio de um processo de constantes idas e vindas, avanços e recuos nos quais as crianças constroem idéias provisórias, ampliam-nas e modificam-nas, aproximando-se gradualmente de conceitualizações cada vez mais precisas.
Procedimentais são os conteúdos ligados ao saber fazer, diretamente relacionada à possibilidade de a criança construir instrumentos e estabelecer caminhos que lhes possibilitem a realização de suas ações, constitui-se como um importante componente para o desenvolvimento das crianças, pois relaciona-se a um percurso de tomada de decisões.
Os conteúdos atitudinais capacitam a assimilação dos valores, das normas e das atitudes.
O Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998), que propõe em seus blocos de conteúdo a Formação Pessoal e Social e o Conhecimento de Mundo no trato pedagógico. As aulas contaram com: Elementos Culturais (Jogo, Brincadeira e Dança), Aspectos Pessoais e Interpessoais (Anatomia, Biomecânica e Prevenção de lesões); Movimentos (Manipulação, Locomoção e Estabilização) e Demandas do Ambiente (Natureza, Virtual, História e Geografia).
Blocos de conteúdo:
Linguagem corporal:
· Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação;
· Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação;
· Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação;
Jogos e brincadeiras:
· Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações;
· Jogos da cultura popular.
· Jogos de regras simples;
· Jogos de papéis;
· Atividades rítmicas;
· Atividades lúdicas.
Identidade e autonomia:
· Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo;
· Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras;
· Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento;
· Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e potencialidades de seu corpo;
· Movimentos de preensão, encaixe, lançamento, etc., para ampliar suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos;
9. Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo.
Recursos:
Atividades lúdicas, jogos, danças, músicas, atividades com bolas, cordas, bambolês, bexigas, rodas de conversa, dramatizações, situações-problema a partir de situações imaginárias do cotidiano, identificação de singularidades próprias e das pessoas com as quais convive (auto-imagem, espelho), realização de trabalhos em grupo, atividades para familiarizar-se com a imagem do próprio corpo (espelho), jogos de imitar, brincadeiras de roda, danças, ritmos, atividades que envolvam, força, expressões faciais, atividades de relaxamento (exercícios imaginários – percepção dos sinais vitais), imitações.
METODOLOGIA
Os princípios que nortearão o trabalho da Educação Física com a Educação Infantil é o que garantirá o compromisso e a efetividade das atividades. O comprometimento com a formação da criança, compreendida em sua globalidade, a proximidade com as práticas sociais reais, o brincar como linguagem fundamental para inserção, compreensão e invenção da realidade pela criança e a interação como fonte de desenvolvimento e aprendizagem.
Com isso, o conhecimento das crianças evoluirá gradativamente no sentido de uma compreensão cada vez mais ampla da realidade. Há também a necessidade de privilegiar o que a criança, por si só, puder descobrir, e respeitar as respostas construídas pelas crianças, para que assim elas possam gradualmente se aprofundar no conhecimento e no seu desenvolvimento integral.
AVALIAÇÃO
A Avaliação Formativa será adotada, levando em consideração os processos vivenciados pelas crianças, como resultado de uma intervenção intencional. Constituir-se em instrumento para a reorganização de objetivos, conteúdos, procedimentos, atividades e como forma de acompanhar e conhecer cada criança e grupo.
Partindo-se de uma Avaliação Diagnóstica. É feita através de observação, diálogo, reflexão e acompanhamento do dia-a-dia de cada aluno. Essa forma de avaliação exige que sejam registrados os pontos positivos e negativos da formação da criança e que sejam ressaltados os aspectos significativos no seu desenvolvimento, para que então esses registros possam ser apresentados aos pais e sirvam também como subsídios para que o educador reveja sua prática afim de que se reorganize em suas ações pedagógicas, centrado nas respostas obtidas.
Informando sempre as crianças acerca de suas competências, valorizando de seu esforço e comentários a respeito de como estão construindo e se apropriando desse conhecimento, encorajando- as com relação à própria aprendizagem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Ano CXXXIV, n. 248, 23/12/1996, p. 27.841.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto; Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF,1998.
MANTOVANI,Susanna;BONDIOLI, Anna. Manual da educação infantil de 0 a 3 anos. Porto Alegre; Artes Médicas, 1998.
SCHILLER, Pam; ROSSANO, Joan. Ensinar e aprender brincando: mais de 750 atividades para Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.
ABERKANE, Françoise Ceruquette; BERDONNEAU, Catherine. O ensino na Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
AROEIRA, Maria Luísa C. et al. Didática de Pré-Escola: vida criança: brincar e aprender. São Paulo: FTD, 1996.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; Resolução CEB 1/99. Diário Oficial da União, Brasília, 13 de abril de 1999. Seção 1, p. 18.